quinta-feira, 14 de julho de 2011

PARIS; plus une fois!

Depois de quatro meses parada, retomo o Porcarias, peripécias e pilantragens na ville de mon coeur: Paris. Sem repetir o erro do ano passado, peguei um voo direto Rio - Paris, que me custou menos dor de cabeça. Cheguei adiantada no aeroporto, lanchei com dona Mércia e seu Frederic, entrei cedo na sala de embarque, dei uma olhadela no dutyfree(sem comprar nada), estava até estranhando que as coisas estavam muito normais pra mim. Foi só pensar nisso, que quando eu entro no avião, quem está ao meu lado? A Ariadna, do BBB! Mentira, mas era um travecão, daqueles bem extravagantes. Gente, que pessoa estranha. Não por ser travesti, mas por ser estranha. Ficou me fazendo umas perguntas nada a ver e, quando eu abri a bolsa, me pediu chiclete. Eu dei, né? Depois me mostrou o passaporte dela, pra eu ver se ela/ele se parecia com a foto, porque todos diziam que não era a mesma pessoa, porque em um ela estava loira de cabelo curto e, no outro, morena, de cabelo grande. Eu hein!! Gente maluca!
Depois de 11 horas de voo e um pouso perfeito, eis que escuto uma voz abençoada: "Bem vindo ao aeroporto internacional Charles de Gaulle, Paris". Ai, que alegria. Imigração: ok. Mala: demorou, mas chegou. ok. Ligação para Brasil de telefone público: ok. Agora, quando chegou a hora de encontrar o trem, pra sair do aeroporto, puta merda, eu parecia uma barata tonta. Andando com aquela mala pra cima e pra baixo, eu só tinha vontade de rir da minha situação (ainda bem que não era chorar!). Depois, quando finalmente encontrei o lugar, rodei, rodei, rodei em busca de um guichê, pra comprar o bilhete do trem, mas só tinha aquelas máquinas digitais. Como uma boa turista retardada, fiquei algum tempo em frente daquele objeto do inferno, cheia de moeda na mão, olhando mala, olhando mochila, preocupada com passaporte, enquanto formava uma fila gigantesca, com pessoas felizes atrás de mim. Não tive coragem de continuar, sai da fila, contei minhas moedas e entrei na mesma, novamente, quando tinha ficado vazia. Não tava com pressa, ué!
Nas poucas vezes que eu precisei me comunicar, percebi que ainda estou um pouco travada, precisando de um tapa no pescoço e um grito no pé do ouvido: "Fala pra fora, porra!" Mas acho que em poucos dias eu me acostumo. Sabiamente, desci em uma estação antes da minha, que, por ser de grande porte, eu imaginei que haveriam escadas rolantes. Pois bem, deparei-me com um lindo elevador, que me impediu de mais uma cena ridícula, com mala grande em metrô. Sem olhar o mapa, desci nessa estação e lembrei-me rapidamente o caminho de casa (pois é, me acostumo rápido. Passo um dia fora de casa e já chamo o novo lugar de casa). Como Danuza Leão disse no seu livro "Fazendo as malas", sendo completamente diferente de Niterói (acredito que do Rio de Janeiro também), aqui as coisas tem o costume de durar. Explicando melhor, não é como na minha cidade, que hoje tem uma papelaria, amanhã vira uma loja de roupa, depois de amanhã vira um salão de beleza, ou uma farmácia (depois de virar farmácia, não muda mais, por isso que temos 3 farmácias por habitante). Como eu ia dizendo, no caminho de casa, vi que estava tudo no seu lugar, a vendinha, os cafés, os restaurantes, tudo igual.
Então, cheguei no FIAP - Jean Monnet, meu alojamento, me identifiquei e resolvi tudo em poucos minutos. Quando fui caminhando para o quarto, cruzei os dedos e fui torcendo "vou ficar sozinha, vou ficar sozinha", então eu abro a porta e me deparo com um pé de tênis. Droga! Eu estava acompanhada. Luíza, brasileira, de São Paulo. Embora isso seja um estímulo a "não falar francês", foi legal conhecê-la. Parece ser uma simpatia, já me adiantou que tem MUITOS brasileiros na escola, inclusive uma menina de NITERÓI. Puta que pariu, né? Olha essa praga! Também me avisou que ela está tendo aula com um professor, chamado Dominique, que não gosta de brasileiros e essa semana, soltou uma assim: "tomem cuidado na festa de não sei o que, porque existem os batedores de carteira. Mas também não precisam se preocupar muito não, porque isso daqui não é Brasil. Ninguém vai cortar a sua cabeça". Meu sangue já ferveu e eu perguntei a ela se ela não pediu pro professor conferir se tinha algum corte no pescoço dela, resultado de alguém que tenha guilhotinado ela no Brasilzão. Bem, espero que eu não pegue esse cara!
Tomei um banho quentinho e fui pra rua comer, porque eu estava azul de fome. Não me permiti parar em lugar nenhum, que não fosse exatamente uma lojinha em especial, de Kebab, entre as outras 50 que existem no Quartier Latin. Acompanhado com um refrigerante, fui andando para a Catedral de Notre-Dame, roubando umas batatas fritas com a boca, já que as mãos estavam ocupadas, sentei-me e finalmente pude apreciar o manjar dos deuses.
KEBAB, SONHO COM VOCÊ DESDE MAIO DO ANO PASSADO! Melhor momento do dia, disparado!! Agora sim, me senti em Paris.
Amanhã, é o 14 juillet, queda da Bastilha, REVOLUÇÃO FRANCESA! Viva la revolución!
Vou acordar o mais cedo possível, apesar do meu cansaço e de já passar de duas horas da manhã, para aproveitar o dia de festa.
É isso, à bientôt!

5 comentários:

  1. Uhm...que delicia.Eu até comeria mas fui assaltado hoje e cortaram minha garganta,só posso tomar sopa. Brasileiros são uma praga mesmo, estão espalhados por todos os 4 cantos do mundo! Por um lado é bom, uma presença do nosso país quando estamos fora ajuda nos momentos de sufoco. Sugiro que você coloque os preços das coisas que você compra, acho que interessa bastante pra quem lê (principalmente para um aluno de arquitetura que sonha em conhecer Paris huahua). Continuarei acompanhando suas aventuras e atualizações. Beijos Cissa

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  2. Oba ! Começou a minha viagem com a Cicília. Olha. Vi até a sua cara quando sua parceira de assento começou a conversar coisas sem noção com você. Rsrsrsrs.Um sorriso engraçado que você faz. Visualizei mesmo. E manda esse professor xenófobo ..... Nao Aline. Muita paz no coração. Outra coisa: Tenta fazer como eu e Fa fizemos no curso Parte 2 do " Arte de Viver" que tínhamos que ficar 5 dias sem falar. Nao fala português. Sei que 1 mês é bem diferente de cinco dias. Mas força Ci. A gente se ve, ou melhor, Je T" AIME. Smack Smack

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  3. "..
    Esperando o sol
    Esperando o trem
    Esperando aumento
    Para o mes que vem
    Esperando a festa
    Esperando a sorte.. "

    para ficar registrado: " Se cuida! Que seu lado aventureira aflore como nunca acontecera e essa viagem seja inesquecivel, servndo para aumentar sua paixao pela cidade das luzes "
    Incorpore o "Incorromptivel" , estude o clube dos jacobinos, ignore qualquer xenofobico e considere-os girondinos, visite o Louvre e veja o quadro de Eugene Delacroix - A liberdade Guiando o Povo..
    Ahhh,.. admire as edificacoes inicialmente classicais e posteriormente goticas.

    Enfim, "Liberté, Egalité, Fraternité"!

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  4. Xixa, por que vc nao virou pro traveco e disse "E ainda rolam boatos, de que eu to na pior, se isso é tá na pior.... PORRANNN!"

    Podia ser Luiza Marilac indo curtir o verão Europeu com uns bons drink!! hahahahahahahhaa

    Aproveite muito, coma muitas batatinhas e celebre minha tattoo por mim!! Mil beijosssss

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  5. É sempre muito bom ler seus testamentos, que disposição. Tem sempre acontecimentos hilarios, adoro!!beijao

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