Os últimos dias de Buenos Aires, foram os melhores e os piores ao mesmo tempo. Foram os dias que eu mais me aproximei das pessoas, demos mil e quinhentas gargalhadas, saímos juntos durante o dia, trocamos idéias no bar do hostel de noite e fizemos as melhores noitadas de madrugada. Além de ter conhecido gente nova, fiquei muito próxima de algumas pessoas em especial: a Manuela, do Rio Grande do Norte, uma fofa, que parece que é minha amiga à 10 anos, a Larissa, a holandesa que derrama simpatia e os americanos Kevin e Mike, os maiores figuras que eu já conheci. Eu tive que admitir para a Larissa, que quando eu fiquei sabendo que ela era holandesa, a primeira coisa que eu pensei foi "Grrr.. Eliminou o Brasil na Copa do Mundo", óbvio que a má impressao durou segundos. Quando ela me disse a emoçao que foi para os holandeses ter ganhado do Brasil, pelo fato das pessoas idolatrarem o nosso futebol, eu achei aquilo tao bonitinho, que nem liguei mais de ter sido eliminado. Ela disse que as pessoas choravam compulsivamente. HAHAHA!! Dá pra imaginar? Fofos! A parte ruim começou junto com as despedidas. Primeiro, Kevin e Mike foram embora, que foi bem triste. Depois, foi a nossa vez. Nossa, nunca pensei que fosse ficar tao triste de sair de Buenos Aires. Eu já tinha me despedido da Manu, mas na hora de ir embora mesmo, só estava no hostel a Larissa. Gente, largar o nosso quartinho, que foi ambiente de tanta bagunça, gargalhada, palhaçada, dancinhas com o dedinho pro alto, gringos desengonçados, acordar os outros gritando, cantando, zoando, vocês nao sabem como foi doloroso. Ver aquele quarto vazio, as mochilas do lado de fora, ter que deixar aquele lugar, aquelas pessoas, foi péssimo. E o pior, é a sensaçao de que o aconteceu foi único, que eu nao posso mais encontrar com aquelas pessoas, para lembrar e rir. Cada um vive em um canto do planeta, por mais que eu encontre alguém no futuro, nunca vai ser todo mundo junto. Até chorei quando me despedi da Larissa, fiquei muito triste de deixar aquele lugar. A única coisa que passava pela minha cabeça era a música do Milton Nascimento "Encontros e Despedidas"
"(...)Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer ficar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir(...)"
Bem, nesses últimos dias, chegaram 3 amigos do Dudu: Nícolas, Lucas e Pedro, que alegraram ainda mais os nossos dias, apesar de terem tornado mais complicado as saídas (para sair, sao 5 banhos; andando na rua, caso um pare, todos tem que parar; e assim vai...). Gargalhamos tanto, que eu achava que ia fazer xixi nas calças todos os dias. Infelizmente, aconteceu uma coisa chata no primeiro dia que o Nícolas chegou. Dormimos de janela aberta, e quando acordamos, a mala dele havia sido roubada. Acreditamos que, pelo fato da janela dar para a rua, ser relativamente baixa e a mala dele estar fechadinha e próxima à ela, foi muito fácil alguém entrar e puxá-la. Imaginem a merda! Mas ele era um cara com o astral tao bom, tao calmo e tranquilo, que a maior tristeza dele foi ter perdido um livro autografado que tinha dentro da mala e o carregador da câmera, que o impedia de tirar mais fotos, do que as roupas em si. Dá pra acreditar? O meu espírito precisa evoluir muito para chegar nesse nível! Apesar de todos os incomodos, essa história gerou uma outra, que ficou marcada como uma das maiores pérolas da viagem. Quando ele foi na delegacia prestar queixa do roubo, ficou esperando, sentado em um banco, conversando com uma senhora que estava ao seu lado. Ela, como uma boa velhinha curiosa, quis saber o que aconteceu, para um jovem estrangeiro estar na delegacia em plena segunda-feira de sol. O problema foi ele ter errado uma letrinha em uma palavra, que gerou um enorme caos. Em espanhol, a palavra "furto" é "hurto". No entando, ele quis deixar a palavra ainda mais cucaracha (assim como Titicaca, Chacarita, buey...), entao ele acabou falando "huerto". Agora imaginem a cena, de um cidadao, falando calmamente: "Bien, yo vim registrar un huerto", que recebeu uma resposta aos gritos, com os olhos esbugalhados: "QUÉÉÉ? UN MUEEERTO?". HAHAHAHAHAHAHAHA!!! Depois disso, a viagem inteira, toda hora que alguém lembrava, falava com uma voz bem aguda "un mueeeerto?" e todos caiam na gargalhada!
Quando fomos para a rodoviária pegar um ônibus para Rosário, aconteceu mais uma. Estou eu, comprando um pancho (cachorro quente), quando o cidadao da lojinha vira pra mim, hablando español, e manda "¿BALA DE TROCO?" e eu respondi "Que cosa triste!!!"AHAHAHAHA!! Sacanagem! Mas meus olhos encheram d'água de tanta vontade de rir, e ter que me segurar. Gente, fiquei impressionada com a estrada e o ônibus argentino. Pegamos a empresa mais barata para Rosário, pagamos uma passagem de 90 pesos, menos de 40 reais, e nao era nada mais nada menos que um ônibus de dois andares, super moderno, com televisoes de plasma, ar condicionado muito forte, banco novo, cheiroso. A estrada? Quilômetros sem nenhum buraco. Parecia que o ônibus deslizava em uma pista de patins. Nessas horas eu prefiro nem pensar em Brasil, pra nao ficar com raiva...
Em Rosário, chegamos na madruga, pegamos um taxi pra ir pro albergue, mas o mesmo estava lotado. Entao, tivemos que andar pelas ruas, sem viva alma, com mochila nas costas, procurando lugar para ficar. O primeiro que encontramos, caímos; um tal de Hostel Freedom. Muito cabreiro, sinistro e povoado majoritariamente por homens. Decoraçao alternativa puxada para "maconha legalize". Quadros de Bob Marley, Charler Chaplin, Beatles, Che Guevara, Che Guevara, Che Guevara, Gandhi, India roots... O banheiro, eu apelidei de "banheiro do estupro". A começar pelo fato de serem dois banheiros conjugados, com uma parede até a metade dividindo-os. O que aterroriza os que o utilizam, primeiro pela inibiçao de nao poder fazer suas necessidades com tranquilidade, temendo que o vizinho escute o barulho do xixi e outras cositas mas, segundo, por passar pela minha cabeça (depois apelidada de O Fantástico Mundo da Cissa), que alguém possa escalar e mudar de lado. Enfim, nao gostei do albergue, achei o clima pesado e a energia negativa. Mesmo assim, ficamos lá por três noites. Eu gostaria de ter ficado mais na cidade, mas os meninos precisavam continuar o caminho, e eu nao queria ficar naquele albergue medonho sozinha. Acabou que em uma noite eu fui jogar pôker com uns caras de lá, e recebi o nome de El Diablo. HAHAHA! Tive que ouvir a noite inteira: "Tu es el diablo. El diablo. Tu es el Diablo."
Mas enfim, quanto a cidade, Rosário é a muito linda e muito aconchegante. Pede umas 5 noites no mínimo. Super bem cuidada, gente bonita (por mais que procurássemos, era muito difícil encontrar alguém feio), muitas árvores, lojinhas, restaurantes e parques deliciosos. Foi lá que saiu outra grande pérola da viagem. O Lucas trocou uma letra de uma palavra e fez a gente gargalhar durante horas. Estávamos em uma lanchonete e ele queria avisar que o sanduíche dele era com presunto, isto é "jamón", que se pronuncia com o "r" bem puxado, como "RRamón". No entanto, o nosso amigo, pede um Ramón, com o "r" enrolado, que na verdade é o nome de uma pessoa, um cara. Imaginem a cena de um moreno, de voz grossa, chegando e pedindo "Yo quiero una mayonesa com Ramón". Na mesma hora, os caras que trabalhavam na loja se entreolharam, e todo mundo imaginou chegando um negao todo sujo de mayonese. Aí nao teve jeito, todo mundo chorou de tanto rir! HAHAHAHA!!
Fomos ao Monumento à la Bandera, que é uma homenagem ao criador da bandeira argentina, Manuel Belgrano, e contém inclusive uma cripta, para ele, mas que nao tem o seu corpo (coisa de argentino). Construíram um lugar para enterrá-lo, mas era desejo dele ser enterrado na Igreja de Santo Domingo, em Buenos Aires. Lá, uma coisa chamou a minha atençao: em volta do monumento, tinham duas fileiras de bandeiras da Argentina, no entanto, elas nao possuíam o sol no centro. Entao, eu perguntei para uma mulher que trabalhava lá, e ela me explicou que, por uma questao protocolar, a bandeira com o sol, oficial, deve ser asteada e baixada todos os dias, nao se pode passar a noite erguida. Entao, quando as bandeiras cumprem funçoes decorativas, elas nao podem ter o sol. Interessante, né? Bem, além disso, fomos à casa em que Che Guevara nasceu, ao Parque Espanhol, ficar deitado na grama, comendo algodao doce, ao Parque Independência, passeamos ao redor do rio Paraná, e por fim, ao Museo de la Memoria, que é sobre a ditadura militar argentina. Ficamos cerca de 3 horas embasbacados com o lugar, que funcionava um centro de detençao e o centro de inteligência dos militares, das seis províncias ao norte da Argentina, que costeam o rio Paraná. Logo no começo, tivemos contato com a Cláudia, uma mulher que trabalha no museu, e nos deu a maior atençao. Nos explicou muitas coisas e todas as vezes que esbarrava conosco no museu, parava para conversar e contar tudo nos mínimos detalhes. A cada passo que dávamos, ficavamos impressionados com a capacidade do povo argentino de peitar os militares, e fazer de tudo para tornar público todas as imundices e as barbaridades que aconteceram aqui. Três salas em especial chamaram a minha atençao: uma que tinham alguns livros, em umas mesas elevadas, com imagens, poemas e histórias, além da decoraçao, com a carteirinha de biblioteca, que caia do teto, de muitos desaparecidos. Tinha cada história mais braba do que a outra. Uma delas era sobre um antigo carceireiro, que resolveu colocar a boca no trambone em relaçao à um diretor de presídio e desapareceu em seguida. Agora pasmem quando isso aconteceu: em 2006! A cinco anos atrás! Sinistro!!! Uma outra sala, tinha uma linha do tempo desde o fim da ditadura, com a criaçao das leis do Ponto Final, que estabelecia que as famílias podiam requerer documentos, e denunciar crimes até uma certa data, depois nao teriam mais direito, e da Obediência Devida, que eximia da culpa, os que eram mandados a prender, torturar, e outras coisas, que marcou um começo ainda conservador. Depois, vindo com o ex presidente Menem, com a suspençao dessas leis, quando se tratassem de crimes que violassem os direitos humanos. Ainda mais pra frente, quando o ex presidente Néstor Kirchner retira os quadros dos dois piores ditadores, Videla e Bignone, do Colégio dos Militares, objetivando fazer da política dos Direitos Humanos, uma política de Estado. Mais tarde, com a prisao de uns generais que foram poderosíssimos. Foda!! Que inveja que dá da Argentina! A terceira sala, que eu achei brilhante, é na verdade um espaço aberto, que faz uma homenagem aos filhos de prisioneiros que foram retirados dos pais, no caso de terem nascido na prisao, ou de assassinato dos pais, ou os dois, e foram entregues a famílias ricas, que possuíam pessoas que nao podiam ter filhos. Estao registrados mais de 500 casos, mas nao se sabe ao certo o número exato. Um dos escândalos da dona do jornal El Clarín envolve isso. Tornou-se obrigatório fazer o exame de DNA, quando a adoçao ocorreu no período em questao, e é suspeita, no entanto, os seus "filhos" se recusam a fazê-lo. Enfim, esta sala, contem duas paredes opostas formadas por peças de quebra-cabeças, cada uma desdinada a uma criança (agora adulta). De um lado, estao as que foram encontradas, e devolvidas às suas famílias, e do outro, as que ainda nao se sabe o paradeiro. A ideia, é passar as peças do quebra-cabeça dessa parede, para a outra. Foi nesse momento, que a Cláudia nos contou que uma novela aqui da Argentina, uma vez falava sobre um menino, que descobriu que foi adotado nessa época, e que os seus pais verdadeiros foram prisioneiros políticos. Depois, fica sabendo que o seu melhor amigo é filho de um médico, que trabalhava em presídio, vendo até aonde podia-se torturar, sem matar, fazendo partos, e naturalmente sabia a quem eram destinadas as crianças. Olha que enredo! Aí a gente começa a lembrar das nossas novelas que só tratam dos ricos do leblon, dos empresários que vao de jatinho para todos os lugares, e por aí vai...
Nos dividimos em Rosário, e a viagem tomou outros rumos. Os meninos foram para Córdoba, e eu vim para Santa Fé. Assim que cheguei na cidade comecei a pagar mico... Primeiro, o taxista me deixou em frente a uma casa que nao era o hostel que eu procurava. Entao, eu dei uma de maluca, e fiquei pedindo cama em uma casa normal, e nego olhando pra minha cara, sem entender nada. Depois, quando eu achei o hostel, fiquei gritando com o interfone, quando fui descobrir que a mulher estava atrás de mim. HAHAHAHAHA!!!! Dei uma sorte danada, pois nao haviam lugares mais no albergue, mas a moça acabou conseguindo um lugarzinho pra mim. Adorei o albergue, que parece mais uma casa de família. Um clima bem mais agradável que o último, tudo limpinho, com meninas e tudo mais. Como é a primeira parte da viagem sem brasileiros, eu nao posso relaxar no português. Toda hora tenho que pensar para falar, mas tudo bem. Assim, eu me acostumo a viver a língua do lugar que eu estou. Logo no começo conheci um francês, de Avignon, e pude me deleitar falando a língua estrangeira que mais gosto. Também conheci um japonês, gente boa, que ficava meio excluído, porque ninguém sabia falar inglês. E quanto aos latinos, conheci um malandro de Buenos Aires, que tem cara de indiano, e três meninas de Córdoba, que me deram várias dicas para a próxima parte da viagem, e me ajudaram a fugir de furadas. Nada se compara a pedir informaçao a quem é da terra, né? Vocês acreditam, que no livro de viagem O Viajante, eles dizem que a boate "Córdoba Open Plaza" é a mais famosa da cidade, olhe a intensidade, MAIS FAMOSA. As meninas falaram que nunca ouviram falar.HAHAHA! Elas sao arquitetas, loucas para conhecer Brasília e idolatram Oscar Niemeyer. Legal, né? Agora, morram de rir: tinham que ver como que falavam das novelas brasileiras.. "Me gusta mucho Lazos de Familia", "me encanta Mujeres Apaixonadas", "La Escrava Isaura", "El Clone", até a minisérie "Transamazônica", aquela merda, elas falam com entusiasmo! HAHAHA! Sabem o nome dos personagens e tudo. Chorei de rir.
Bem, tirando as pessoas que eu conheci, achei Santa Fé um lixo. A cidade é feia, mal cuidada, quente, a 6ª mais perigosa da América Latina, e nao tem nada pra fazer. Eu estava esperando o sol baixar e as coisas reabrirem (já que aqui tem a cultura da siesta), para ir até o centro histórico (fica daqui a umas 24 quadras, mas acho que dá pra ir andando). Eu ficaria aqui 3 noites, mas ficarei apenas duas. Amanha vou passar o dia aqui, e depois zarpar para Córdoba.
Hasta luego!
Acioso pelas proximos capitulos dessa novela...esta bem engraçado,parece roteiro de filme!!!!ainda bem que vc não tinha tempo para escrever,se não ia ficar o dia todo lendo!!!
ResponderExcluirobs:mantenha os seus dois Braços ,pra dar sorte.
Cissa, infelizmente não tenho tanta experiência de viagens, mas uma coisa q tb me marcou foram as despedidas... clima de albergue é muito legal, dá vontade de viver aquilo por muito mais tempo!! São tantas histórias e pessoas interessantes!!! Mas cada um tem seu rumo e muitos outros esperam para ser conhecidos... Tenho certeza de q está aproveitando muito e fico super feliz por ti!!!
ResponderExcluirSe fores p/ Santiago, tenho indicação de hostel bem legal!
Besos
To usando o email do Fa pra te escrever! Eh a Dede! Bala de troco! Q coisa triste! Hahaha! Morri de rir, irma! Soh vc! (To no MAC do Fa, nao sei usar acento) Chorei (nao diga) com a despedida de vcs... se vc chorou imagina eu!? Estou amando o seu blog! Vc eh filha mesmo do seu Frederick! Rs! O cha de bebe da Clarinha foi mto fofo! Cantamos no acustico mesmo... mas deu tudo certo! Ela ganhou tanto presente q lotou o quarto de empregada daqui de Laranjeiras! Vc nem imagina! Duas viagens pra encher o carro e carregar tudo! Ah, comprei um vestido do mengao pra ela! Lindo! Quase chorei na loja FLA! Hahaha! To morrendo de saudades! Te amo mto! Bj, Dindinha irma Dede!
ResponderExcluirCissa, estou curtindo muito seu blog, escreve tao bem, que nos faz sentir suas emoçoes, um barato!!! Fantastico é a alegria, descontração e a alegria de voces. Curta tudo que voce tem direito, continue voando cada vez mais alto, sinta-se um GAIVOTA.....livre. Mais uma vez um beijo na sua asa esquerda, a do coração, claro!!!!!!!!tia Beth
ResponderExcluirah cissa, quase chorei lendo esse post, to aki em sp com as minhas primas q fiz um mochilao pelo nordeste...entrei em uma profunda nostalgia, a lembrança de olhar o albergue sem nada, as pessoas q conheci e nao vou ver mais, da msm forma q naquele momento....e a bala de troco...nossa coisa mais comum pelas estradas da bahia, sergipe e assim vai pq nao lembro mais a ordem dos estados...kkkk...adorei esse diario de bordoooo
ResponderExcluirHola que tal?
ResponderExcluirHace cinco dias sin posts?
Ni un ratito para nosotros?
Adorei a parte do muerto!!!!!
ResponderExcluirHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHA
MT BOAAAAA
Deve estar tudo um show, aproveitaaaaaaaaa!!!!!
To com saudadessssssss
VOLTAAAAAAAAAA
Beijos
Minhanca
(de Letícia) Jornalista, fotógrafa, viajante e aspirante a magistrada... Fotos e textos perfeitos que dão saudade e alegria de seur sua dinda-amiga-irmã! T amo! Bjs!
ResponderExcluir